segunda-feira, 3 de julho de 2017

China envia navios militares ao Mar Meridional após incursão dos EUA




A China confirmou o envio de navios militares e aviões de combate ao Mar Meridional após a incursão de um destróier dos Estados Unidos perto das ilhas Xisha no domingo (2).

"A China posicionou navios militares e aviões de combate para deixar de sobreaviso o destróier americano", declarou o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores chinês, Lu Kang, em comunicado.

As ilhas Xisha ficam no Mar da China Meridional e são consideradas pelos chineses sob sua soberania. O território também é reivindicado por Taiwan e pelo Vietnã.

"A China pede aos Estados Unidos para pôr fim de imediato a este tipo de operações provocativas que violam a soberania do país e ameaçam sua segurança", acrescentou o comunicado.

Foi a segunda vez, desde o início do governo Donald Trump, que os EUA fizeram uma operação desse tipo, nessa região. A primeira aconteceu em 25 de maio no arquipélago Spratley.

Lu qualificou a incursão de "pretexto sob a liberdade de navegação" sem a aprovação prévia da China e destacou que as ilhas são "parte inerente do território chinês", segundo a Lei da República Popular da China sobre o Mar Territorial e a Zona Contígua promulgada em 1996.

O porta-voz do governo chinês acusou Washington de agir na direção oposta ao dos demais países da região, que "aspiram à estabilidade, desenvolvimento e cooperação".

Polícia responde a tiroteio em shopping nos EUA



A polícia de Charleston, nos Estados Unidos, respondeu nesta segunda-feira (3) a relatos de um tiroteio em um shopping. A polícia revistou o Northwoods Mall, mas não encontrou os dois homens que são considerados suspeitos.

Ninguém ficou ferido por tiros, mas uma mulher machucou a perna ao sair correndo do local. Segundo o porta-voz da polícia, "um ou dois tiros" foram disparados depois de uma brigada entre os dois suspeitos dentro de uma loja de roupas.

De acordo com a Fox News, algumas pessoas ques estavam no Northwoods Mall saíram correndo do local dizendo que tiros tinham sido disparados. Viaturas e helicópteros da polícia foram ao local, assim como os bombeiros.

Coreia do Norte lança novo míssil, diz governo sul-coreano




Coreia do Norte lançou um novo míssil balístico na manhã desta terça (4, horário local), segundo anunciou o governo da Coreia do Sul. "A Coreia do Norte lançou um míssil balístico não identificado ao Mar Leste a partir de uma localidade de Banghyon, província de North Pyongan, por volta das 9h40", diz um comunicado do ministério da Defesa sul-coreano, segundo a agência Yonhap News.

Na última sexta, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os programas nuclear e de mísseis balísticos da Coreia do Norte requerem uma "resposta determinada" e que a era de "paciência estratégica" com o governo norte-coreano acabou. A declaração foi feita em uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, na Casa Branca.

"A era de paciência estratégica com o regime da Coreia do Norte tem fracassado... Francamente, essa paciência acabou", disse Trump.

"Nós estamos trabalhando intimamente com a Coreia do Sul e com o Japão, assim como com parceiros por todo o mundo, em uma gama de medidas diplomáticas, de segurança e econômicas para proteger nossos aliados e nossos próprios cidadãos dessa ameaça conhecida como Coreia do Norte", acrescentou o presidente dos EUA.

O teste mais recente da Coreia do Norte havia sido o de um novo tipo de míssil de cruzeiro terra-mar, em 8 de junho. Na ocasião, de acordo com a agência estatal norte-coreana KCNA, o líder Kim Jong Un supervisionou pessoalmente o teste, no qual o vetor "detectou e atingiu com precisão alvos flutuantes no Mar Oriental da Coreia".

Segundo o ministério da Defesa sul-coreano, os mísseis de curto alcance voaram cerca de 200 km, a uma altitude de 2 km, antes de caírem no Mar do Japão.

Armas nucleares

Em 2016, a Coreia do Norte executou dois testes nucleares, que elevaram a preocupação internacional com o seu programa atômico. Desde então, Pyongyang testou vários mísseis de transporte de ogivas. O objetivo é construir um míssil balístico intercontinental capaz de alcançar o território americano.

Os especialistas do instituto sueco Sipri afirmam ser improvável que a Coreia do Norte tenha conseguido desenvolver ogivas tão compactas que caibam num míssil intercontinental capaz de alcançar os EUA, mas consideram possível que Pyongyang esteja em condições de construir uma mini-ogiva, que poderia ser transportada por mísseis de curto e médio alcance.