quinta-feira, 27 de abril de 2017

Trump quer reduzir alíquota de imposto para empresas a 15%


O secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Steve Mnuchin, anunciou nesta quarta-feira (26) o plano de reforma fiscal do presidente Donald Trump, que inclui uma "enorme redução", do atual 35% para 15%, no imposto sobre lucros corporativos e a diminuição das faixas de cobrança que serão aplicadas sobre os trabalhadores.

"Trata-se de um dos maiores cortes de impostos da história", destacou Mnuchin em uma coletiva de imprensa na Casa Branca, na qual insistiu que, com estas medidas, se pode alcançar "uma taxa de crescimento econômico anual de 3% ou superior".

O plano divulgado aos jornalistas tem apenas uma página, e delineia "princípios básicos" que deverão ser detalhados mais adiante.

Faixas de cobrança

As faixas de cobrança para os trabalhadores passariam de sete a três (10%, 25% e 35%), seria eliminado o imposto sobre sucessões e seriam oferecidas deduções para o cuidado de crianças, entre outros elementos.

Além disso, seria aplicado um imposto para a repatriação de lucros das grandes empresas no exterior, a uma "taxa muito competitiva", mas que Mnuchin evitou detalhar.

Como informa a EFE, o secretário do Tesouro ressaltou que o plano não implicaria em mais dívida federal, por não incluir cortes para equilibrar esta redução na arrecadação via investimentos, já que "se pagaria por si só" graças ao impulso econômico gerado.

De acordo com a lei norte-americana, somente o Congresso pode fazer grandes mudanças na lei tributária. Parlamentares inicialmente receberam bem o plano de Trump, considerando-o um ponto de partida para mais discussões sobre a reforma do código tributário.

Declaração de princípios

Vários funcionários do governo descreveram o anúncio como uma declaração de princípios, mais que a apresentação de uma nova legislação fiscal. Desde 1986, nenhum presidente conseguiu uma ampla reforma do código fiscal dos Estados Unidos, embora vários tenham tentado.

No entanto, Trump disse anteriormente que pode dar forma ao maior corte de impostos a empresas e pessoas físicas da história e esta promessa fez as ações de Wall Street dispararem a níveis recorde praticamente desde que ganhou a eleição, em novembro.

Pouco apoio

Os esforços de Trump serão dificultados por seus planos de reviver sua reforma do sistema de atendimento médico após o naufrágio do projeto que apresentou no mês passado e que não foi apoiado nem mesmo por membros de seu partido Republicano.
Segundo o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steve Mnuchin, a taxa de tributação das empresas americanas vai ser reduzida a 15%, ao invés dos 35% aplicados atualmente. Indagado em uma entrevista sobre os detalhes da reforma fiscal, Mnuchin respondeu: "Não entrarei em detalhes, mas deixe-me dizer que, já que a cifra de 15% foi difundida na imprensa nos últimos dias, posso confirmar que a taxa de imposto às empresas será de 15%".

E a promessa de baixar os impostos corporativos, assim como outras ideias, deverão superar a complexa realidade fiscal dos Estados Unidos e um Congresso dividido. Legisladores republicanos são reticentes em aumentar déficits, e as reduções de impostos envolvem delicados compromissos com as numerosas deduções que a legislação tributária oferece.

Segundo algumas estimativas, diminuir os impostos corporativos a 15% pode agregar US$ 2 trilhões ao déficit em 10 anos. Os republicanos propuseram no Congresso que estes impostos fiquem em torno de 20%.

Classe média

A administração Trump também planeja baixar os impostos da classe média, segundo o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.

Ivanka Trump, filha do presidente, promoveu isenções fiscais para o cuidado dos filhos.

Cálculos baseados no fato de que o crescimento econômico compensará as receitas fiscais perdidas pela menor arrecadação podem reduzir a carga fiscal gerada pelas iniciativas de Trump. É isso o que a Casa Branca espera.

Na semana passada, Mnuchin disse que as propostas do governo americano "serão pagas" por si mesmas com o crescimento econômico que gerarão. Este ponto de vista gera ceticismo entre os democratas.

"Estas promessas de que todo o tipo de crescimento e investimento serão gerados pelo corte de impostos nunca ocorrerá e empiricamente a história mostra que não é assim", disse Jared Bernstein, ex-assessor do vice-presidente Joe Biden, ao "The Wall Street Journal".

Trump também propôs reduzir de sete a três (33%, 25% e 12%) as faixas de impostos enquanto o crescimento anual do PIB dos Estados Unidos for de 3% ou mais.


Economistas advertem, no entanto, que sem melhorar a produtividade e o tamanho da força de trabalho, estes cortes de impostos neutralizarão o déficit, o que significa que não agregarão ou tirarão nada.

Homem é detido perto do Parlamento britânico em Londres sob suspeita de terrorismo


Um homem foi detido nesta quinta-feira (27) na rua do Parlamento britânico "sob suspeita de posse de arma ofensiva e sob suspeita de preparação e instigação de atos de terrorismo", informou a Polícia Metropolitana de Londres.

De acordo com a polícia, duas facas que estavam com o suspeito foram recuperadas, e ninguém ficou ferido no incidente. O suspeito foi detido sob a Lei de Terrorismo após ser parado em uma operação de parada e busca em andamento. Ele foi levado a uma delegacia no sul de Londres.

Detetives do Comando Antiterrorismo investigam o incidente, mas não há mais ameaças no local, segundo a polícia.

Investigadores forenses recolhem facas em local em que homem foi detido nesta quinta-feira (27) em Londres (Foto: REUTERS/Toby Melville)

Inicialmente, a polícia havia dito que deteve o homem após um "incidente" na rua Whithall, continuação da rua do Parlamento. A rua, que liga a ponte de Westminster à Trafalgar Square foi bloqueada. As imediações de Downing Street, a residência oficial da primeira-ministra Theresa May também foi bloqueada, segundo um repórter da agência Reuters no local.

Um repórter da rede BBC no local afirmou pelo Twitter que duas facas foram vistas no chão da Whitehall, incluindo uma grande "faca de pão", perto de onde ocorreu a prisão.

Uma testemunha da Reuters disse que os portões principais do Parlamento foram fechados após o incidente.


Em março, um ataque perto do Parlamento britânico deixou cinco mortos e 40 feridos. Um carro atropelou um grupo de pedestres na calçada da Ponte Westminster, perto do Big Ben, e o agressor saiu do carro e assassinou um policial a facadas. Ele foi morto a tiros pela polícia.

Vítimas de imigrantes ilegais receberão assistência especial nos EUA


As vítimas americanas de crimes cometidos por imigrantes ilegais receberão serviços de apoio específicos, anunciou o governo de Trump nesta quarta-feira (26).

De acordo com a ordem do presidente americano, Donald Trump, o departamento de Segurança Nacional lançou o escritório Victims of Immigration Crime Engagement (VOICE) para dar mais apoio aos indivíduos e as famílias vítimas de crimes cometidos por imigrantes clandestinos que vivem nos Estados Unidos.

O VOICE prestará assistência às vítimas em função do status do suposto perpetrador do crime, que pode ser incerto já que a justiça e as autoridades de imigração com frequência processam os casos de forma diferente de como analisam os casos de crimes cometidos por cidadãos legais.

O escritório também oferecerá informação sobre como obter serviços legais e outros tipos de serviços.

"Estamos dando, pela primeira vez, uma voz às pessoas que são vítimas de estrangeiros ilegais", anunciou o secretário de Segurança Nacional, John Kelly.

"Qualquer crime é terrível, mas essas vítimas representadas aqui são únicas. Com frequência são ignoradas. São vítimas de crimes que nunca deveriam ter ocorrido, porque as pessoas que os vitimizaram nunca deveriam ter estado no nosso país", acrescentou.

Trump destacou repetidamente o tema dos crimes cometidos por imigrantes ilegais para justificar seu chamado a construir um muro de 3.200 km na fronteira com o México e a expulsão de grande parte das 11,3 milhões de pessoas que, segundo as estimativas, vivem ilegalmente no país.

Funcionários do departamento de Segurança Nacionala indicaram que o novo serviço não é para denunciar imigrantes ilegais ou crimes, nem para ser utilizado contra os imigrantes que residem ilegalmente no país que não são criminosos.


"Não estamos dizendo que cada um que está aqui de forma ilegal seja um criminoso", apontou o porta-voz de Segurança Interna, David Lapan.

6 questões-chave para entender como a Coreia do Norte se tornou uma 'nação pária'


Por décadas, a Coreia do Norte é vista como uma das sociedades mais fechadas do mundo. Pelo estilo mão de ferro - muitas vezes bizarro - de seus líderes e comportamento beligerante, o país é constante alvo de críticas e troça, mas também motivo de grande preocupação entre os vizinhos.

E por agir muitas vezes em desrespeito a normas internacionais, pela ambição desenfreada em se transformar potência nuclear, pelo obsessivo culto à personalidade de seus líderes e pela opressão que impõe a seus cidadãos, ele é comumente visto como - e chamado de - "nação pária".

Justamente por seu comportamento avesso a regras internacionais, o país tem sido alvo de sanções da comunidade internacional.

Ainda assim, nenhum dos líderes da dinastia Kim, que governa o país desde sua fundação, parece ter se intimidado pelo isolamento e por ameaças, nem mesmo as dos Estados Unidos.

A BBC lista seis possíveis pontos para explicar por que a Coreia, com 24 milhões de habitantes, se transformou num país pária e antagônico no atual contexto mundial.
Kim Jong-un comanda a Coreia do Norte (Foto: REUTERS/Damir Sagolj) Kim Jong-un comanda a Coreia do Norte (Foto: REUTERS/Damir Sagolj)

Kim Jong-un comanda a Coreia do Norte (Foto: REUTERS/Damir Sagolj)

1 - Como surgiu a República Popular Democrática da Coreia?

O país surgiu como tal em 1948, em meio ao caos que se seguiu na região após a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial (1943-1945). Desde 1905, a península coreana esteve sob o controle dos japoneses. Mas, com o fim da guerra, Estados Unidos e União Soviética acordaram que aquele território deveria ser ocupado pelos dois países.

"Os EUA traçaram uma linha ao longo do Paralelo 38 para decidir o destino da península e foi acordado em dividi-la em dois. A parte norte seria ocupada pelas forças soviéticas e a parte sul pelos norte-americanos", conta James Hoare, ex-diplomata britânico, que foi o responsável por estabelecer a primeira embaixada do Reino Unido em Pyongyang.

Assim, os soviéticos reconheceram a República Popular Democrática da Coreia como um governo comunista liderado por Kim Il-sung, o primeiro "grande líder" norte-coreano. Em 1950, com a crescente tensão entre os EUA e a União Soviética, sul e norte travaram uma guerra que durou três anos e aprofundou ainda mais a divisão e a tensão na região.

"Durante a guerra, os EUA tinham o controle de praticamente todo o espaço aéreo da Coreia do Norte e comandaram bombardeios em massa que destruíram grande parte do país, matando muita gente", observa Hoare, hoje especialista em Coreia na Chatham House, centro de estudos de assuntos internacionais baseado em Londres.

Segundo Hoare, até hoje, esses ataques são lembrados na Coreia do Norte. "[Os ataques] são ensinados às crianças na escola como parte da propaganda de governo".
Crianças andam de patins na Praça Kim il-Sung, em frente à Grande Casa de Estudos do Povo, em Pyongyang, Coreia do Norte (Foto: Ed Jones/AFP) Crianças andam de patins na Praça Kim il-Sung, em frente à Grande Casa de Estudos do Povo, em Pyongyang, Coreia do Norte (Foto: Ed Jones/AFP)

Crianças andam de patins na Praça Kim il-Sung, em frente à Grande Casa de Estudos do Povo, em Pyongyang, Coreia do Norte (Foto: Ed Jones/AFP)

2 - Como começou a tensão entre as duas Coreias?

A guerra da Coreia é considerada por muitos como o primeiro confronto armado da Guerra Fria, derivado da tensão ideológica, política e militar entre as duas superpotências da época: EUA e União Soviética.

Apesar de esforços pela reunificação da península, o destino das duas Coreias foi selado por essas diferenças.

Tecnicamente, Coreia do Sul e do Norte ainda estão em guerra e o clima entre os vizinhos é de tensão permanente.

"A Coreia do Norte é uma sociedade com uma mentalidade de assédio permanente", disse, ao Huffington Post, Charles Armstrong, diretor do centro de pesquisa da Coreia da Universidade da Columbia, nos EUA. "O país tem vivido sob uma ameaça constante desde a guerra de 1950", completa.

O primeiro líder norte-coreano, Kim Il-sung, avô do atual mandatário, Kim Jong-un, deu forma a uma dinastia que tem como base um rígido sistema de governo totalitário no qual os cidadãos não têm liberdade para sair do país e têm acesso restrito ao que acontece no resto do mundo.

Décadas de uma economia centralizada fizeram com que a Coreia do Norte fosse um dos países mais pobres do mundo. O país responde ainda a acusações de graves violações de direitos humanos. Mas o que mais assusta a comunidade internacional é a ambição dos norte-coreanos de se converterem em potência nuclear.
Homenagem ao fundador da Coreia do Norte (Foto: KRT via AP) Homenagem ao fundador da Coreia do Norte (Foto: KRT via AP)

Homenagem ao fundador da Coreia do Norte (Foto: KRT via AP)

3 - Como a Coreia do Norte sobreviveu economicamente após a guerra?

"Praticamente desde 1970, a Coreia do Norte vinha recebendo muita ajuda econômica da China, União Soviética e países da Europa oriental", explica Hoare.

Antes, contudo, a Coreia do Norte tinha uma situação econômica mais confortável. "Tinha uma base industrial altamente desenvolvida, que começou no regime japonês; se considerava que o norte era mais rico que o sul", completa Hoare.

Durante essa época, para se destacar ainda mais sobre os vizinhos do sul, a Coreia do Norte se dedicou a conquistar reconhecimento da comunidade internacional.

Foi um ativo membro do Movimento de Países Não-Alinhados e parte de sua política externa se baseava em ampliar relações diplomáticas ao redor do mundo.

No final de 1960, o crescimento econômico do lado norte era maior que o do sul. Até o fim de 1970, o Produto Interno Bruto per capta norte-coreano era igual ao do vizinho.

As coisas começaram a mudar quando, precisando de fundos para modernizar a indústria, Pyongyang contraiu volumosos empréstimos da comunidade internacional.

Depois, vieram a crise do petróleo, em 1973, e a morte de Mao Tsé-Tung, na China, país aliado desde a Guerra da Coreia.

No final de 1980, a economia começou a estancar e quase entrou em colapso absoluto com a queda da União Soviética, em 1991.
Líder Kim Jong-un (Foto: KCNA/Reuters) Líder Kim Jong-un (Foto: KCNA/Reuters)

Líder Kim Jong-un (Foto: KCNA/Reuters)

4 - Como surgiu o isolamento norte-coreano?

Uma combinação de fatores, na avaliação de especialistas, levou o país da crise - agravada com o fim da União Soviética - até à situação de isolamento.

"A União Soviética entrou em colapso e a Rússia disse: 'acabaram os preços camaradas para os amigos'. A China, por sua vez, também se movimentava na direção do capitalismo de Estado, e disse à Coreia: 'Sentimos muito, mas não vamos te subsidiar'", conta James Hoare.

Um dos principais fundamentos do governo de Kim Il-sung foi a ideologia de autossuficiência, chamada de "Juche" - que em coreano significa "conjunto principal". É uma diretriz implementada e perpetuada pelos Kim que se baseia em três pilares: independência política, autossuficiência econômica e autonomia militar.

"Esta ideologia fez com que a Coreia do Norte se transformasse num verdadeiro 'reino eremita' por causa do enorme estigma que o 'Juche' coloca em relação às políticas de cooperação com outras nações", escreveu Grace Lee numa revista acadêmica sobre o Leste Asiático da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.

O governo usou o Juche para justificar o isolamento contínuo do regime e o culto à personalidade de seus líderes. Em paralelo, tem se dedicado a impulsionar sua autonomia militar.
Militares juram lealdade a Kim Jong-un (Foto: Reuters) Militares juram lealdade a Kim Jong-un (Foto: Reuters)

Militares juram lealdade a Kim Jong-un (Foto: Reuters)

5 - Foram as ambições nucleares que levaram ao repúdio internacional?

Ainda durante os anos 1990, a Coreia do Norte começou a sinalizar que estava desenvolvendo um programa nuclear, o que provocou alarme em todo o mundo. Pyongyang, então, saiu do tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, assinado em 1968, e revelou ter armas do tipo.

Em 2002, o então presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, incluiu a Coreia do Norte na lista de países do "Eixo do Mal", expressão usada pelo então líder norte-americano no contexto da chamada "luta contra o terror" após o 11 de Setembro de 2001.

Apesar das tentativas de convencer Pyongyang a desistir do programa nuclear em troca de concessões políticas e econômicas, os esforços não foram bem sucedidos. O país sofreu duros golpes na sua economia com a imposição de sanções internacionais, como medidas que restringiram a exportação de carvão, vital para o país.

"Houve um ponto em que os Estados Unidos, durante os anos de Bill Clinton, consideraram aparentemente a possibilidade de atacar as instalações nucleares norte-coreanas para pressioná-la. Mas decidiu-se que os riscos eram grandes demais", avalia Hoare.

Agora, o governo de Donald Trump parece estar disposto a elevear a temperatura na relação com o país para tentar dissuadi-lo de suas ambições nucleares.
Norte-coreanos lotam estádio em Pyongyang para comemorar 60 anos do fim da Guerra da Coreia, em 2013 (Foto: Kyodo/Reuters) Norte-coreanos lotam estádio em Pyongyang para comemorar 60 anos do fim da Guerra da Coreia, em 2013 (Foto: Kyodo/Reuters)

Norte-coreanos lotam estádio em Pyongyang para comemorar 60 anos do fim da Guerra da Coreia, em 2013 (Foto: Kyodo/Reuters)

6 - A comunidade internacional pode encontrar uma solução para "o problema" da Coreia do Norte?

Já se falou que é impossível negociar com o atual líder norte coreano, Kim Jong-un - que foi chamado de "irracional" pela nova embaixadadora dos EUA na ONU, Nikky Haley.

Mas especialistas concordam que não é totalmente "irracional" produzir armas nucleares para se proteger.

"Kim Jong-un não tem aliados confiáveis capazes de garantir sua segurança", diz o professor John Delury, da Universidade de Yonsei, em Seul. "Já está enfrentando uma superpotência hostil (EUA) que, em anos recentes, tem invadido estados soberanos ao redor do mundo e derrubado seus respectivos governos", avalia o professor.

Para Delury, os norte-coreanos aprenderam uma lição com a invasão dos EUA ao Iraque: basicamente, a de que se Saddam Hussein tivesse armas nucleares, teria sobrevivido.

James Hoare concorda. Para ele, não se pode dizer que uma dinastia que sobrevive há quase 70 anos é irracional.

"Até certo ponto, o isolamento da Coreia do Norte tem sido autoimposto, mas também tem sido influenciado pelas atitudes do Ocidente", observa Hoare. "Para os Kim, e para a elite que o cerca, a sobrevivência tem sido o principal objetivo. Eles viram o que aconteceu no Iraque, com Saddam Hussein, o que ocorreu na Líbia, com Muammar Khadafi. E viram como as pessoas que formavam parte desses sistemas perderam tudo", completa o especialista.

Os Estados Unidos têm aumentado a pressão sobre a China para que os ajude a reduzir as tensões na região asiática. Mas os chineses resistem a isolar ainda mais o vizinho.

"Francamente, é muito difícil ver uma solução", diz Hoare.

"Talvez os Estados Unidos devam aceitar que não conseguirão tudo o que desejam com a Coreia do Norte. Ou optam pela alternativa, que é o conflito", opina o especialista britânico.

Ele diz ainda que os coreanos não são "suicidas" e que sabem o que estão enfrentando. "Mas se estiverem sob ameaça e sob ataque, tenho certeza que vão responder. Pensar sobre essa alternativa é assustador"


Coreia do Norte

Filhos adotados por casal gay são batizados em igreja católica de Curitiba


Três adolescentes adotados pelo casal Toni Reis e David Harrad, de Curitiba, foram batizados pela Igreja Católica, no domingo (23). A cerimônia foi realizada na Catedral Basílica de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, na região central.

Foram batizados Alyson, de 16 anos, Jéssica, de 14, e Filipe, de 12. Reis, casado há 27 anos com Harrad, conta que procurou pessoalmente o arcebispo da capital paranaense, José Antônio Peruzzo, para uma conversa sobre o batismo dos filhos.

"Eu sou católico, e o meu esposo, anglicano. Depois de conversarmos, resolvemos batizá-los na Igreja Católica. Fui em várias igrejas, mas todas tinham uma burocracia enorme. Então, marquei uma audiência com o arcebispo de Curitiba [Dom José Antônio Peruzzo]. Ele topou. Disse que ia batizar as crianças e, não, o casal. Ele só exigiu que elas fizessem um curso de pré-batismo; e os pais, as madrinhas e o padrinho, um de preparação", conta.
Padre batiza um dos filhos do casal (Foto: Arquivo pessoal) Padre batiza um dos filhos do casal (Foto: Arquivo pessoal)

Padre batiza um dos filhos do casal (Foto: Arquivo pessoal)

O professor diz que o batismo, além do reconhecimento espiritual, também é um reconhecimento social para a família.

"Foi uma cerimônia extremamente emocionante, logo depois da missa das 10h. Durante a missa, fomos citados três vezes. Eles [os adolescentes] amaram. O Alyson disse que se sente purificado. A Jéssica disse que se sente mais incluída. O Filipe disse que, agora, pode falar que tem uma religião. Para nós, é importante esse reconhecimento social, espiritual. Você participar de uma religião ajuda porque você acaba fazendo parte de uma comunidade", relata.

Reis ressalta que, para os filhos, é importante ser aceito pela religião. "Com certeza, é uma conquista. Para quem acredita, é importante ser aceito na religião. Você quer ser aceito. Eu me sinto muito feliz, valorizado, tranquilo. Para as crianças, foi um gesto muito bacana. A religião, queira ou não, tem poder, especialmente para quem acredita. Para mim, tem", acredita.

O padre Luciano Tokarski, coordenador da Comissão de Animação Bíblico-Catequética da Arquidiocese de Curitiba, afirma que a Igreja aprovou o batismo dos filhos do casal.

"Vimos o batismo com bons olhos. A Igreja tem uma atitude de acolhida, de misercórdia, de compaixão, de proximidade. Nunca as portas estiverem fechadas para ninguém. Não existe nenhum documento oficial da Igreja que proíba isso", comenta.


Tokarski, no entanto, ressalta que, mesmo respeitando, a Igreja Católica não aprova o casamento gay. "O fato de aceitarmos o batismo dos adolescentes não significa que a Igreja aprova o casamento homossexual. A Igreja está dizendo que os filhos deles podem ser batizados, mas seguimos contrários à união entre dois homens, apesar de acolhermos todas as pessoas", esclarece.

Por Alana Fonseca e Erick Gimenes, G1 PR, Curitiba

Salvador receberá partidas da Copa América de 2019


A capital baiana será sede de partidas da Copa América de 2019. Segundo o GloboEsporte.com, a competição acontecerá em sete cidades e oito estádios. Ela terá a disputa de 16 seleções – as 10 que formam a Conmebol e mais seis convidados, ainda por definir.

Além de Salvador, estão definidas como cidades-sede: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre. A sétima sede está entre Fortaleza e Recife.


A Copa América de 2019 será a última disputada em anos ímpares. A partir de 2020 (e depois 2024, 2028, 2032) o torneio será realizado sempre de maneira paralela a Eurocopa.

Japão emite procedimentos para o caso de ataque nuclear da Coreia do Norte



O Japão emitiu um guia detalhado para informar aos cidadãos o que eles devem fazer em caso de um ataque nuclear. Devido às crescentes tensões com a Coreia do Norte, o site do governo que fornece informações sobre ataques nucleares já teve mais de um milhão de visitas.

No início da semana, o gabinete do Primeiro-Ministro emitiu um guia que ensina aos cidadãos como se proteger dos ataques, que inclui conselhos sobre como reagir a um míssil balístico norte-coreano pela primeira vez na história.

O guia foi criado semanas depois da Coreia do Norte testar quatro mísseis que caíram no mar do Japão, que separa o país da península coreana.

Após o teste, o governo norte-coreano confirmou que estava praticando para atingir as bases militares dos Estados Unidos no Japão.

Vejamos os conselhos do governo japonês sobre o que fazer caso um míssil norte-coreano venha na sua direção:
Uma sessão do guia enfoca especificamente na reação imediata que os cidadãos devem ter caso haja um ataque.

Ele afirma: “Vá para um local fechado durante a fase inicial do ataque e depois evacue adequadamente, seguindo instruções dadas pelas agências administrativas. Na fase inicial, evacue para centros comerciais robustos ou estações de metrôs nas proximidades”.

O guia foi emitido após o site oficial da defesa civil do Japão receber 5.7 milhões de visitantes nos primeiros 23 dias de abril, um grande contraste com o tráfego mensal habitual, que não costuma passar de 400.000 acessos.

Na seção de Perguntas Frequentes do site, há uma resposta surpreendente com relação ao tempo que levaria para um míssil norte-coreano atingir o Japão.

“Um míssil lançado da Coreia do Norte não levaria muito tempo para atingir o Japão”, diz a resposta.


“Por exemplo, o míssil balístico lançado pelos norte-coreanos no dia 7 de fevereiro do ano passado, levou 10 minutos para voar sobre Okinawa”.

Nick Reilly
Yahoo Notícias

Presidente do Senado Eunício Oliveira (PMDB) é internado na UTI após desmaio


O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), sofreu um desmaio na madrugada desta quinta-feira (27) e foi internado na UTI de um hospital em Brasília, de acordo com a assessoria do senador.

Ainda segundo a assessoria, inicialmente a suspeita era de que Eunício tivesse sofrido um acidente vascular cerebral, mas os exames não confirmaram esse diagnóstico.

Um boletim médico divulgado pelo hospital onde Eunício foi internado afirmou que o senador apresentava, no início do dia, estado estável e exames de imagem do crânio com resultados normais.
Ainda segundo a equipe médica, o senador será reavaliado ao longo do dia.


Em fevereiro, dias após ter sido eleito presidente do Senado, Eunício passou por uma cirurgia de retirada de vesícula.

The Simpsons faz 'balanço irônico' dos primeiros 100 dias de Trump


A série de animação "Simpsons" fez um "balanço" irônico dos 100 dias do governo do presidente americano Donald Trump. 

No trecho da 28ª temporada, Trump aparece, numa Casa Branca sombria e caótica, gabando-se de ter melhorado seu desempenho no golfe e aumentado seu número de seguidores no Twitter. Seu característico cabelo, na versão dos Simpsons, é um cachorro.

A protagonista da série Marge, preocupada com o fato de ter que suportar a presidência de Trump por 4 anos, aparece tomando calmantes. Seu marido Homer a tranquiliza: "tenha paciência com ele, ele tem apenas 70 anos".

E, para terminar, Ivanka, uma das filhas de Trump, é escolhida para a Suprema Corte, como forma de fazer merchandising de sua marca de roupas.


Os Simpsons chamaram a atenção por terem 'previsto' a eleição de Trump, em episódio de 2000. Mike Reiss, um dos autores da série, disse recentemente que foi apenas uma piada.

ACM Neto participa de encontro em Conquista para debater verbas para educação

O prefeito ACM Neto participa nesta quinta-feira (27), em Vitória da Conquista, no campus da Ufba, no bairro de Candeias, a partir das 9h30, de um encontro promovido pelo Ministério da Educação, através do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), para debater questões como o transporte escolar, prestação de contas, execução de obras e transferência de recursos federais para o setor. O encontro, comandado pelo presidente do FNDE, Sílvio Pinheiro, terá a presença de outros prefeitos, a exemplo do de Conquista, Herzem Gusmão, e secretários municipais da pasta.

Durante o evento, Sílvio Pinheiro anuncia a liberação de R$110 milhões para prefeituras na Bahia. Deste montante, R$ 13 milhões serão destinados à retomada de obras paralisadas (escolas, creches e quadras poliesportivas), R$ 74 milhões para a construção de novas creches e R$ 23 milhões para a aquisição de 107 ônibus do Caminho da Escola, que beneficiarão 86 municípios baianos.

No caso de Salvador, a capital baiana busca junto ao Ministério da Educação a desburocratização para a liberação de recursos voltados à construção de creches na cidade. "Do jeito que era antes, a Prefeitura não tinha acesso a essas verbas porque existiam exigências que não podíamos cumprir, sobretudo em relação às características exigidas pelo governo federal para o terreno. Esperamos que agora, após muita luta desde 2013, finalmente a gente consiga flexibilizar essas regras e assegurar recursos federais. Tudo que temos feito na área da Educação Infantil, com a reforma ou construção de quase 50 creches, aconteceu com recursos próprios e parcerias com a iniciativa privada", afirmou ACM Neto.

Durante dois dias, técnicos do FNDE estarão à disposição dos prefeitos e secretários de Educação para sanar dúvidas sobre financiamentos e liberação de verbas da União. Sílvio Pinheiro lembrou que a equipe do FNDE já esteve em outros estados e que essa atuação tem sido primordial para que obras públicas – muitas delas há anos paralisadas – sejam finalmente retomadas.


Os principais objetivos do FNDE em Ação, como é chamado esse projeto do ministério ir aos municípios, são capacitar os gestores e resolver possíveis pendências quanto à execução dos diversos programas nas regiões brasileiras. ACM Neto retorna da agenda administrativa em Vitória da Conquista nesta quinta-feira (27) mesmo.

Coreia do Norte diz que está pronta para ir até o fim em confronto com os EUA

A Coreia do Norte disse que não teme a intimidação dos Estados Unidos e está pronta para ir até o fim no confronto entre as duas nações, segundo a missão da Coreia do Norte às Nações Unidas em um comunicado divulgado à imprensa nesta quarta-feira (26).

A missão disse ainda que o governo norte-coreano reagirá à intimidação dos Estados Unidos com uma guerra nuclear e o país "certamente ganhará a vitória na luta contra os imperialistas norte-americanos".


A missão acrescentou que as autoridades do governo Trump estão tentando levar a República Popular Democrática da Coreia - o nome oficial do país - à submissão, lançando grupos de ataques de aeronaves um após o outro para as águas ao largo da península coreana, mas esse tipo de intimidação e a chantagem nunca vai assustar a RPDC.

Sonda Cassini da NASA mergulha nos anéis de Saturno


A sonda Cassini da NASA iniciou nesta quarta-feira manobras para poder mergulhar no espaço entre Saturno e seus misteriosos anéis, em uma viagem pioneira e que pode oferecer uma perspectiva sem precedentes sobre este planeta.

A sonda começou nesta quarta-feira às 09H00 GMT (06H00 de Brasília) sua primeira descida para entrar na atmosfera do planeta gasoso gigante, onde se desintegrará no próximo 15 de setembro, pondo fim, assim, a uma missão científica sem precedentes.

A descida começou na hora prevista e foi anunciada pela Nasa no Twitter: "É isso! No espaço entre #Saturno e seus anéis. Os instrumentos estão ligados, mas estamos fora de contato com a Terra. Lá vamos nós!".

Logo começará a dramática espera de notícias.

As comunicações entre a nave não tripulada e a Terra ficarão cortadas durante a imersão e não serão restabelecidas até um dia depois.

Se Cassini sobreviver à viagem, poderia fazer contato por rádio às 07H05 GMT (04H05 de Brasília) de quinta-feira (27).

"As imagens e outros dados (de Saturno) começarão a chegar pouco depois de que se restabeleça a comunicação", indicou a Nasa.

Cassini é uma missão de 20 anos que se desenvolveu conjuntamente entre a agência espacial americana, a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Italiana.

"Cassini produziu um tesouro de descobertas que nos farão reescrever vários temas das obras de ciência planetária", disse na terça-feira à imprensa Nicolas Altobelli, responsável científico da missão na ESA, em uma conferência da União Europeia de Geociências que é realizada esta semana em Viena.

A sonda de 6,7 metros de comprimento foi lançada em 1997 e começou a orbitar Saturno, o sexto planeta a partir do Sol, em 2004.

Já está ficando sem combustível, e fará uma última exploração suicida na superfície de Saturno em 15 de setembro.

A decisão de acabar com esta missão foi tomada em 2010, para evitar danificar luas como a Encélado, que no futuro podem ser exploradas em busca de sinais de vida.

- Momento perigoso -

Aventurar-se pela primeira vez entre este planeta e seus anéis é "um momento perigoso para a missão", disse Luciano Iess, membro da equipe da Cassini na Universidade de Roma La Sapienza, na reunião da União Europeia de Geociências em Viena.

Quando estiver tangenciando Saturno a uma altitude de cerca de 3.000 quilômetros, a nave espacial estará mais perto do que nunca da faixa de gelo e rochas espaciais que circundam o planeta.

Os fragmentos nessas regiões se movem a uma velocidade de 109.000 quilômetros por hora.

Os anéis que rodeiam Saturno - um gigante de gás que é o segundo maior planeta do nosso Sistema Solar, atrás de Júpiter - têm milhares de quilômetros de largura, mas apenas de nove a 90 metros de profundidade.

As últimas imersões da Cassini buscam oferecer um olhar inédito sobre estes anéis e revelar mais informações sobre sua massa e idade.

"Se os anéis são maciços, isto significa que são velhos. Podem datar da época em que o sistema saturniano se formou", disse Iess.

Mas "se a massa for pouca, então os anéis são jovens e terão se formado em um processo diferente", acrescentou.

Alguns cientistas acreditam que os anéis podem ter se formado a partir da colisão dos asteroides com algumas das luas de Saturno, criando um rastro de escombros.

O sobrevoo também fornecerá mais informações sobre o interior de Saturno.

"Esperamos obter uma medição da massa do núcleo, quantos elementos pesados estão concentrados no interior de Saturno", disse Iess.


AFP

Enquanto isso no mundo: Chechênia quer eliminar sua comunidade homossexual até o fim de maio


Ramzan Kadyrov, o líder checheno pró-Rússia, tem planos de “eliminar” a comunidade homossexual do país até o início do Ramadã.

Nas últimas semanas, vieram à tona relatos de um massacre no qual homens que supostamente seriam homossexuais foram reunidos, detidos e torturados.

Um jornal de oposição afirmou que pelo menos 100 homens foram presos e três deles foram mortos, com informações corroboradas pela instituição Human Rights Watch.

Membros da comunidade LGBT no México protestam contra a violência direcionada à comunidade homossexual na Chechênia do lado de fora da embaixada russa no país (AP)

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Alan Duncan, ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, disse que foi informado sobre os planos do país de eliminar a população homossexual até o dia 26 de maio.

“Grupos de direitos humanos afirmam que estas campanhas e assassinatos contra os homossexuais são orquestradas pelo Presidente da República chechena, Ramzan Kadyrov,” disse Duncan ao Parlamento.

“Ele já fez campanhas violentas no passado, e desta vez está direcionado seus esforços para a comunidade LGBT. Fontes afirmam que ele quer eliminar a comunidade antes do início do Ramadã”.

Um homem, conhecido apenas como “Maksim”, disse ao New York Times que foi torturado.

Ele disse que falou com “um bom amigo de longa data, que também é gay,” e este sugeriu que eles se encontrassem em um apartamento.

Quando Maksim chegou, ele foi recebido por agentes que o espancaram. Mais tarde, ele alega ter sido amarrado a uma cadeira e interrogado com fios elétricos atados às suas mãos.

“Eles gritavam: ‘O que mais você sabe?’” disse Maksim ao jornal. “Foi insuportavelmente doloroso; eu estava me apoiando em minhas últimas forças, mas não lhes disse nada”.

Alan Duncan disse que o governo britânico esteve conversando com a Rússia, que apoia Kadyrov, “para tornar claro o nosso posicionamento”.


O presidente russo Vladimir Putin se reúne com Ramzan Kadyrov, presidente da região russa da Chechênia, no Kremlin. (Reuters)

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A embaixadora de Donald Trump na ONU afirmou estar “perturbada” pelos relatórios.

“Se for verdadeira, esta violação dos direitos humanos não pode ser ignorada – as autoridades chechenas precisam investigar estas alegações imediatamente, fazer com que os envolvidos assumam a responsabilidade, e dar passos para prevenir abusos futuros,” ela disse.

A Chechênia negou a veracidade das informações, e um porta-voz do país descreveu a situação como uma “piada de 1º de abril” no início do mês.

Eles também negaram que existam pessoas homossexuais no país predominantemente muçulmano.

“Se estas pessoas existissem na Chechênia, as agências da lei não precisariam lidar com elas, porque seus parentes as enviariam a um lugar de onde elas não poderiam retornar,” disse ele.

O porta-voz de Vladimir Putin, Dmitry Peskov, disse que não foram encontradas evidências que apoiem os relatos.

No início deste mês, um painel de consultores especialistas do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas afirmou: “Estes são atos de perseguição e violência, de uma escala sem precedentes na região, e constituem violações sérias das obrigações da Federação Russa, submetida à lei internacional de direitos humanos”.


Anthony Pearce

Lauro de Freitas recebe Pan-Americano de Wrestling em maio


Os melhores atletas de wrestling das Américas disputam o Pan-Americano de Wrestling 2017, no Centro Pan-Americano de Judô, em Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador, entre os dias 5 a 7 de maio (confira programação abaixo).

A Confederação Brasileira de Wrestling (CBW) considera a competição como o primeiro grande desafio internacional para os lutadores nacionais no ciclo de preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.

O Pan-Americano já conta com 150 lutadores inscritos e 23 países confirmados, entre eles Estados Unidos, Cuba e Canadá, segundo a CBW.

A equipe brasileira é formada por 24 competidores distribuídos nos três estilos da modalidade: greco-romano, wrestling feminino e estilo livre.

Entre os grequistas, os destaques ficam por conta de Davi Albino, até 98kg e Joílson Júnior até 66kg. Já entre as mulheres, Lais Nunes busca defender a medalha de ouro conquistada na edição passada, em Frisco, Estados Unidos, enquanto Aline Silva é uma das favoritas na divisão até 75kg.

No estilo livre, Filipe Esteves é um dos destaques da delegação. Filipe, campeão sul-americano em 2015, é baiano e pretende transformar o apoio da família em medalha.

O Wrestling vem ganhando espaço nos circuito das grandes competições internacionais, o Brasil recebe pela segunda vez o Pan de wrestling. A primeira foi em 2006, no Rio de Janeiro.

O Pan-Americano deste ano é organizado pela United World Wrestling das Américas em parceria com a CBW e apoio da Superintendência de Esportes do Estado da Bahia (Sudesb).

Confira a programação:

Sexta-feira, dia 5 – Estilo greco-romano (Eliminatórias 10h às 13h e finais 17h30 às 19h30)

59kg – Calebe Correa

66kg – Joílson Júnior

71kg – Kenedy Pedrosa

75kg – Ângelo Moreira

80kg – André Pinto

85kg – Ronisson Brandão

98kg – Davi Albino

130kg – Antônio Henrique dos Santos

Sábado, dia 6 – Wrestling feminino (Eliminatórias 10h às 13h e finais 17h às 19h)

48kg – Caroline Soares

53kg – Giullia Penalber

55kg – Mayara Graciano

58kg – Brenda Palheta

60kg – Andria Pimentel

63kg – Lais Nunes

69kg – Dailane Reis

75kg – Aline Silva

Domingo, dia 7 – Estilo livre (Eliminatórias 10h às 13h e finais 17h às 19h)

57kg – Wellington Silva

61kg – David Moreira

65kg – Filipe Esteves

70kg – Lincoln Messias

74kg – Matheus Frota

86kg – Pedro Rocha

97kg – Felipe Oliveira


125kg – Jhonatan Lopes

Senado aprova em 1º turno fim do foro privilegiado de políticos e autoridades

O Senado aprovou em primeiro turno nesta quarta-feira (26) a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a prerrogativa do foro para autoridades que praticarem crimes comuns, como corrupção e roubo. A PEC teve 75 votos a favor e nenhum contra. Agora, precisa ainda passar por um segundo turno de votação no Senado e depois segue para a Câmara dos Deputados, onde também precisa ser aprovada em duas votações.

A lei que vigora atualmente determina que os políticos têm direito a ser investigados e julgados somente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) - ou, no caso de governadores, no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e prefeitos nos Tribunais de Justiça.

Com a nova proposta, as autoridades devem ser julgadas na primeira instância do estado onde o crime tiver acontecido. O projeto tem exceções para presidentes da República, da Câmara, do Senado e do STF, emenda de Ricardo Ferraço (PSDB-ES) acolhida pelo relator Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Em caso de crimes de responsabilidade, previstos para ministros, presidente da República e ministros do STF, a prerrogativa continua. Cabe ao Congresso Nacional processar essas autoridades em crimes do tipo, conforme determinação da Constituição.

Atualmente, mais de 30 mil pessoas têm prerrogativa de foro no país, incluindo ainda juízes, procuradores e desembargadores.

Casos

Nos casos que estão andamento, se a PEC for realmente efetivada, será preciso remeter os processos para a primeira instância.


"Cai o foro privilegiado e o processo cai para o juiz e para o promotor da primeira instância. Todos que estão com foro no STF e estão respondendo processo, recai para a instância judicial respectiva, que é o juiz federal da primeira instância”, afirma Randolfe. “Se for acusação no âmbito da Operação Lava Jato, para a vara federal de Curitiba ou a vara que estiver fazendo a investigação. Vale para todos os processos em andamento", explica.

Além do 1º de abril: mentira em excesso pode ser sinal de doença

Psicóloga explica que o problema se assemelha a um sintoma de outras patologias psicossociais como Depressão e Esquizofrenia


Contar uma mentirinha de vez em quando, sem ofender ou denegrir a imagem de uma pessoa, é natural e faz parte do cotidiano de muita gente. O problema é quando essa mentira persiste ao longo do ano, fazendo com que as pessoas tenham o comportamento compulsivo de não falar ‘verdades’, em diversas situações. O nome dado a essa doença é Mitomania ou Pseudolalia, considerada um desequilíbrio mental e/ou psicológico. Para a psicóloga Charbel Libório, “a brincadeira se torna algo sério se a força de vontade do sujeito for insuficiente para impedi-lo de cometer a ação”.

Ainda de acordo com a especialista, a mentira sai do âmbito da normalidade quando começa a ser inserida, de forma frequente, em diversas esferas da vida de uma pessoa, como no trabalho, na família, entre amigos, em relacionamentos amorosos, dentre outras. “A pessoa que brinca de forma esporádica utiliza a mentira como ferramenta para chegar a um determinado objetivo, seja para conquistar um paquera ou omitir informações, como esconder o motivo de ter atrasado para chegar em casa, por exemplo. Já o mitômano acredita nas próprias mentiras e as utiliza como uma espécie de consolo contra uma realidade negativa que está vivenciando”, explica Charbel.

Existem várias hipóteses para as causas da mitomania, sendo que o problema pode se assemelhar mais a um sintoma de outras patologias psicossociais como Depressão, Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) e Esquizofrenia. “São pessoas que, geralmente, possuem uma baixa autoestima e tentam camuflar a realidade com mentiras fantasiosas, como forma de fuga. Isso pode ser percebido, principalmente na internet, nas redes sociais. Frases alegres, fotos de família feliz e de ostentação muitas vezes são expostas, mas não fazem parte do cotidiano dessas pessoas”, detalha a psicóloga.


A solidão é uma das consequências mais duras para um mitômano, tendo em vista que as “vítimas” dessas inverdades tendem a se afastar. Por estar sozinho e se sentir desamparado, podem ficar deprimidos e, em casos mais graves, surgir a ideia de suicídio. O tratamento do mentiroso compulsivo necessita de acompanhamento psiquiátrico e psicológico. Esses profissionais vão trabalhar a questão de aceitação, da autoestima e no tratamento da patologia que pode ter desencadeado as mentiras.